O Livro negro do Açúcar - Fernando Carvalho

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O Livro negro do Açúcar - Fernando Carvalho
Informações sobre o livro
Título Traduzido: O Livro negro do Açúcar
Subtitulo: Algumas verdades sobre a indústria da doença
Título Original: O Livro negro do Açúcar
Ano de Lançamento: 2006
Gênero: Saúde
Informações sobre o arquivo
Número de páginas: 206
Formatos disponíveis: .Pdf
Idioma: Português
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2,6 MB

Sinopse

        A Humanidade evoluiu durante milhares de anos nutrindo-se dos alimentos que a
natureza lhe oferecia.
        E quais foram os alimentos responsáveis por nossa evolução através dos tempos?
Simplesmente aqueles que estavam ao alcance da mão: frutas, raízes, frutos do mar, aves,
ovos, carnes em geral, gorduras e leite. O homem depois de descobrir que alimentos
lavados na água do mar ganhavam um sabor especial, incorporou o sal à sua dieta. Em
contrapartida, verificou que o mel conferia um sabor doce aos alimentos - e este passou a
ser o seu adoçante. E assim, como temperos e condimentos, o homem foi selecionando
gradualmente o que hoje se tornou requinte nas melhores cozinhas do mundo.
        Apesar de na Antigüidade a vida média das pessoas ser menor, devido às duras
condições de existência, muitas das doenças que atualmente são quase epidêmicas, naquele
tempo eram menos freqüentes, dentre elas as doenças cardiovasculares e o próprio câncer.
        Há menos de dez mil anos o homem dominou o cultivo das sementes, dando início
à agricultura moderna. Há menos de mil anos conseguiu extrair o açúcar da natureza e há
pouco mais de 400 anos praticamente universalizou seu consumo. Certamente este foi um
dos principais fatores da disseminação da obesidade, do diabetes e outras doenças crônicas.
        Atualmente a bioquímica humana revela que o coração é dependente de gorduras,
proteínas, vitaminas e sais minerais, mas de nem um miligrama sequer de açúcar. Por outro
lado o cérebro necessita da glicose proveniente dos alimentos. Por que então não ingerir
grandes quantidades de açúcar para nutrir nosso cérebro? A glicose, leia-se o açúcar dos
alimentos, não faz mal à saúde. O problema está no açúcar refinado. Durante o refino ,
inúmeros produtos químicos são utilizados para que o veneno doce fique branco, bem
solto e bonito. Nesta hora, as fibras, os sais minerais, as proteínas e demais nutrientes são
eliminados e o que sobra é um produto químico que é apenas calorias vazias. Afora isso, o
consumo de açúcar produz um estado de superacidez que desmineraliza o organismo. O
corpo então passa a ter falta de cálcio, magnésio, zinco, cobre e selênio, dentre outros
nutrientes.
        A sacarose é constituída de duas moléculas, uma de glicose e outra de frutose. A
glicose que o açúcar refinado fornece à dieta é supérflua e nociva; a frutose, por sua vez, é a
matéria-prima para formar colesterol. Assim, o açúcar refinado contribui duplamente para
elevar o colesterol, já que a glicose estimula a produção de insulina e esta sinaliza para
maior produção de colesterol pelo fígado.
        Para aqueles que consideram o colesterol um verdadeiro assassino culpado pelas
doenças cardiovasculares, lembro que tanto a hiperinsulinemia quanto a hiperglicemia
fenômenos exacerbados pelo consumo de açúcar - são fatores maléficos mais importantes
do que o colesterol. Por isso há uma tendência entre os médicos a recomendar taxas de
glicose abaixo de 100 mg/dl e de insulina inferiores a 8 moUI/ml.
        O culto do açúcar se inicia ainda nos primeiros dias de vida, quando as mamães
mergulham as chupetas no açucareiro para acalmar os bebês e evitar que chorem. E
continua ao longo da infância sendo estimulado pelos pais que oferecem doces e balas aos
seus filhos, como presentes e prêmios. Sem contar com a televisão, que nos bombardeia
com anúncios sedutores para induzir-nos a consumir esse doce que nos mata.

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